Se a teoria é rapidamente esquecida,
o gesto e a experiência artística
ficam no corpo, na memória, no olhar.

NOS CAMINHOS DA INFÂNCIA – Pensar em Educação com o Cinema (1)

 
Quando:
30. 10. 2015 @ 21:00 – 31. 10. 2015 @ 21:15
Onde:
Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
Rua Dr. Nicolau de Bettencourt
Lisboa
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MYBOYHOOD-36BLG2

Ciclo de Cinema programado pela Associação Os Filhos de Lumière nos dia 30 e 31 de Outubro e 6 e 7 de Novembro no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

30 OUT | SEXTA-FEIRA

21h00 | Sessão de cinema

Tadjrebeh  (A Experiência) de Abbas Kiarostami  – Irão /1973 / 60’

Zéro de Conduite (Zero em Comportamento) Jean Vigo – França / 1933 / 41’

Com a presença de Alain Bergala, Maria Luís Borges de Castro e José Manuel Costa

31 OUT | SÁBADO

10h30-12h30 | Mesa redonda com Alain Bergala, Maria Luís Borges de Castro e Marcos Uzal

15h00 | Sessão de cinema*

Com a presença de Marcos Uzal e Maria Luís Borges de Castro

My Childhood  (Minha Infância) de Bill Douglas – Reino Unido / 1972 / 48’

My Ain Folk (Minha Gente) de Bill Douglas – Reino Unido / 1973 / 55’

18h30 | Sessão de cinema

Com a presença de Marcos Uzal, Maria Luís Borges de Castro e Pedro Costa

My Way Home (O Meu Caminho para Casa) de Bill Douglas – Reino Unido / 1978 / 72’

Tarrafal (in O Estado do Mundo) de Pedro Costa – Portugal / 2012 / 18’

Todos os filmes serão legendados em português.Todas as conversas terão tradução simultânea para português.

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Para os cineastas que há 15 anos atrás fundaram a associação Os Filhos de Lumière – e se dedicam à sensibilização de crianças e jovens para o cinema como forma de olhar o mundo, de desenvolver um imaginário, de crescer, de viver com os outros -, a reflexão sobre as questões da educação tornou-se um elemento crucial da sua actividade.

O desafio que o Dr. Carmelo Rosa lançou para organizarmos um ciclo de cinema que servisse de mote para pensar a educação veio, assim, ao encontro de algo que está no centro das nossas interrogações.

Os filmes escolhidos para este programa não tocam forçosamente a escola (embora também o façam), mas sim a infância, o imaginário e as questões que cada realizador levanta sobre o que é crescer e aprender a viver no mundo.

Mas a confrontação essencial entre uma escola com um formato cada vez mais fechado e burocratizado e o mundo exterior (a vida), não pode deixar de ser um dos aspectos chave dessa reflexão.

Apesar de ser – como lembra o cineasta Víctor Erice – a mais secreta das linguagens artísticas e a menos compreendida, o Cinema é um meio fundamental para nos levar a pensar, mas também a sonhar e a imaginar outras formas de ver e de viver.

Os autores, cineastas e pedagogos presentes irão tecer uma multiplicidade de olhares singulares sobre estas questões, “dar a ver o outro lado das coisas”, uma das faces mais importantes do olhar cinematográfico.

A Fundação Lucinda Atalaia, que há muito reflecte sobre estas questões, participa em conjunto connosco nesta procura e neste olhar novo sobre a educação e sobre o cinema.

A Cinemateca Portuguesa, para quem a relação entre o cinema e a educação é uma questão crucial, é também um parceiro essencial na concretização deste programa.

Pensar em educação para pensar o cinema, ou vice-versa.

Teresa Garcia e Pierre-Marie Goulet (Associação Os Filhos de Lumière)

 

Arte, Ciência e Educação formam um triângulo que tende a ampliar-se e a desenvolver-se até atingir o círculo. Círculo de envolvimento numa dinâmica comum de saberes, de afectos, de partilha e descoberta. Várias gerações poderão encontrar-se para alcançar o bem estar, o entendimento e o progresso.

“(…) o cinema pode ser uma espécie de sonho, um sonho exterior (…)” como disse João dos Santos. O cinema, a sétima arte, tende para a vivência do sonho, desafio da realidade, em abordagens amplas e de pormenor, que nos permitem olhar o Outro e descobrirmo-nos através da objectiva que ele nos oferece.

Manuela Cruz e Paula Santos Lobo (Fundação Lucinda Atalaia/Jardim Infantil Pestalozzi)