Se a teoria é rapidamente esquecida,
o gesto e a experiência artística
ficam no corpo, na memória, no olhar.

O MUNDO À NOSSA VOLTA / MOVING CINEMA – Sessão especial Cuba

 
Quando:
26. 10. 2016 @ 15:30 – 18:00
Onde:
Cinemateca Portuguesa
Rua Barata Salgueiro 39
Lisboa
Categorias:

por-primeira-vezblg2

O DocEscolas, no âmbito do Festival DocLisboa, apresenta  sessões de cinema para alunos dos vários graus de ensino, com debates a acompanhar os filmes. Todas as sessões são acompanhados de debate, realçando a importância e a pertinência artística, social, política e filosófica do filme assistido

“Por um Cinema Impossível: documentário e vanguarda em Cuba”

Sessão seguida de debate com Os Filhos de Lumière

serão apresentados:

Por Primera Vez, de Octavio Cortázar, 1967, Cuba, 10’ 

As unidades de cinema móvel do Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos visitam um local remoto, nas montanhas do leste. Impressões e opiniões dos camponeses da zona, que vêem cinema pela primeira vez. 

Nuestra Olimpiada en La Habana, de José Massip, 1968, Cuba, 19’ 

Reportagem humorística sobre a XVII Olimpíada Mundial de Xadrez, que teve lugar em Havana, em 1966: os preparativos, o interesse do público, as expressões faciais, as caretas nervosas e os gestos dos grandes mestres. 

Acerca de un Personaje que Unos llaman San Lázaro y Otros llaman Babalú, de Octavio Cortázar, 1968, Cuba, 20’ 

A celebração do dia de São Lázaro, no santuário El Rincón, a 25km de Havana, serve para uma reflexão sobre diferentes formas de religiosidade. São Lázaro e Babalú são as versões católica e ioruba (religião afro-cubana) do santo das doenças de pele. 

Cofia Arábiga, de Nicolás Guillén Landrián | 1968 | Cuba | 18’ 

O filme aborda o cultivo do café e o seu processamento agrícola e industrial. A utilização de The Fool on the Hill, dos Beatles, gerou polémica e o filme foi banido logo que o plano estatal traçado para a produção de café colapsou. 

En la Otra Isla, de Sara Gómez | 1968 | Cuba | 41’ 

Conjunto disperso de retratos individuais dos habitantes da ilha de Pinos [actualmente, Ilha da Juventude], que contam as suas histórias, partilham reflexões e abordam temas como o racismo e a delinquência, tabu para muitos cineastas da época.