Se a teoria é rapidamente esquecida,
o gesto e a experiência artística
ficam no corpo, na memória, no olhar.

Mai 092016
 


No dia 7 de Maio realizou-se a segunda sessão pública de 2016, do Cineclube das Gaivotas, na Cinemateca Portugesa - Museu do Cinema, com o filme “Conto de Verão”, de Éric Rohmer, sessão que se inseriu na programação da 4ª edição de “7 dias com os Media”, iniciativa promovida pelo GILM - Grupo Informal sobre Literacia para os Media.

A projecção, que contou com sala cheia, foi seguida por uma conversa entre o público e os membros do cineclube ao lado de Nuno Salema, psicólogo que explora o teatro e o movimento expressivo como terapia. No centro da conversa esteve a análise e interpretação das várias dimensões das relações e ligações humanas no período de transição entre a adolescência e a idade adulta.

Como suporte da sessão, os jovens do Cineclube das Gaivotas, produziram uma fanzine sobre o filme a partir de uma extensa conversa que tiveram imediatamente após uma primeira visualização do filme, com as cineastas  Teresa Garcia e Ana Eliseu.

O Cineclube das Gaivotas é uma actividade semanal da associação Os Filhos de Lumière acompanhada por cineastas e integrada nos projectos Moving Cinema/Jovens Programadores e Bip/Zip, em parceria com a Cinemateca Portuguesa e a Câmara Municipa de Lisboa, na qual os jovens participantes vêem e discutem filmes escolhidos por eles próprios, e programam os filmes a serem projectados em sessões públicas, pensadas, organizadas e divulgadas pelos mesmos. Os encontros decorrem em Lisboa, todos os sábados, no espaço cultural Rua das Gaivotas 6 ou na Cinemateca Portuguesa.
Mai 082016
 
Caderno realizado pelos membros do Cineclube das Gaivotas para acompanhar a projeção de Conto de Verão, de Eric Rohmer, no sábado 7 de Maio de 2016 na Cinemateca Portugesa - Museu do Cinema, no âmbito do projecto "Moving Cinema / Jovens programadores". 









O Cineclube das Gaivotas resultou de uma proposta concreta despoletada pela ideia base do projeto europeu Moving Cinema e de Os Filhos de Lumière: Pensar e promover o cinema, sobretudo entre a geração Z. Há sensivelmente dois anos, o grupo (idades entre os 15 e os 19) começou a programar sessões privadas na Sala Luís de Pina na Cinemateca, todos os sábados à mesma hora. O entusiasmo cresceu e o Cineclube expandiu-se. O motivo continua o mesmo, difundir, traduzir e perceber o cinema.
Mar 292016
 


Dia de filmagem da oficina “dupla" O Primeiro Olhar 98/ Filmar 19, no Centro Social São Boaventura, em Lisboa, que tem como particularidade juntar jovens e seniores, com idades muito diferentes.

Realizada em colaboração com o Centro Social São Boaventura e Ludoteca da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, parceiros, juntamente com Os Filhos de Lumière, da Comissão Social de Freguesia da Misericórdia, a oficina conta com o apoio do programa BIP/ZIP da Câmara Municipal de Lisboa, através do projecto Rua das Gaivotas 6, e do ICA e integra o programa "O Mundo à Nossa Volta".

Desde 2014, as oficinas "O Primeiro Olhar" em desenvolvimento nas regiões de Lisboa, Moita e Serpa, integram o mais recente projecto desta associação "O Mundo à Nossa Volta" apoiado pelo Programa PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian.
Out 052015
 


"Estórias da Cidade", filme-ensaio realizado no âmbito da oficina Filmar da associação Os Filhos de Lumière e do projecto “BIPZIP 2014 DNA Lisboa II”, em colaboração com a Comissão Social da Junta de Freguesia da Misericórdia, será apresentado na segunda-feira 26 de Outubro de 2015 às 15h00 no Centro Social São Boaventura da Santa Casa da Misericódia de Lisboa.

Ao longo de 6 sessões, entre 7 e 14 de Julho de 2015, o filme foi realizado por 16 participantes do Centro de Dia do Centro Social São Boaventura (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), que assumiram as diferentes funções de uma equipa profissional – actores, figurantes, realizadores, assistentes de realização, câmara e som.

O argumento e a montagem foram colectivos, sendo muitas das histórias baseadas em vivências e memórias pessoais. O filme está dividido por segmentos, pensados e construídos pelos próprios participantes – “Rua Velha” (Manuel Bito); “O Cais” (Laurindinha); “Mercearia” (Adelina Diogo); “O Cauteleiro” (Carlos Rodrigues); “Lágrimas Ocultas” (Amália Maria) e “A Tertúlia” (Carlos Rodrigues e Zé Manuel).

A poesia é uma das personagens principais – poemas como “Lágrimas Ocultas” de Florbela Espanca, “Não Quero Rosas Desde Que Haja Rosas” de Fernando Pessoa, ou “A Senhora de Idade” (Anónimo) são relidos e revividos nas vozes de Amália Maria, Manuel Bito e Zé Manuel.

Com a participação de
Adelina Diogo; Amália Maria; Anita; António Fernandes; Carlos Rodrigues; Ercília Brás; Hilário Espírito Santo; Fernanda Pereira; Graça Condinho; Laurindinha; Luzia Cúrdia; Maria José Aleixo; Manuel Bito; Teresa Alvoeiro; Vitorina Rodrigues; Zé Manuel

Cineastas / Formadores:
Teresa Garcia (realização) e José Lã Correia (imagem e som)
com o apoio de
Gabriel Pereira (som e montagem) , Laura Lomanto (produção), Maria Ravasco (produção) e Pierre-Marie Goulet (montagem)