Se a teoria é rapidamente esquecida,
o gesto e a experiência artística
ficam no corpo, na memória, no olhar.

 

 

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Os Filhos de Lumière é o nome de uma associação cultural, vocacionada para a sensibilização ao cinema enquanto forma de expressão artística. Criada no ano 2000 por um grupo de cineastas e amantes de cinema, no âmbito da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, a nossa associação concebe, organiza e orienta actividades que visam levar crianças e adolescentes nelas envolvidos a apreciar, compreender e criticar as obras que resultam da prática da arte cinematográfica. Sempre foi convicção daqueles que se uniram para fundar esta associação que a melhor maneira de adquirir os saberes que nos propúnhamos construir passava pela aquisição de um saber fazer, ou seja privilegiando uma abordagem prática, um conhecimento decorrente da experimentação.

A sua oficina fundadora “O Primeiro Olhar” , teve início no âmbito da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura.  Dirigida a crianças e jovens – com um atenção particular aos de meios desfavorecidos – realizou-se inicialmente nos bairros do Porto e posteriormente em diferentes zonas do país com o objectivo de proporcionar a estes jovens o conhecimento do património cinematográfico e meios de expressão e simultaneamente levá-los a estabelecer um contacto mais aberto e atento ao que os rodeia, á sua relação com os outros, com eles próprios  e com o mundo.

Desde o ano lectivo 2006-2007, e com os mesmos objectivos, realiza as oficinas “Cinema, cem anos de Juventude”, implicando seis escolas em três regiões de Portugal num dispositivo que integra actualmente sete países da Europa e além-mar (Guadaloupe, Martinica, Brasil, República de Cuba) com três encontros anuais entre os participantes dos vários países em Paris na Cinemateca Francesa que coordena este programa pedagógico.

No biénio 2013-2014 em colaboração com a associação A Bao A Qu na Catalunha e com o apoio do Coménius Régio (Comissão Europeia) está a levar a cabo, numa parceria com a Câmara Municipal da Moita e o Agrupamento de Escolas José Afonso, o projecto denominado “Descobrindo e construindo o património local e europeu através da criação audiovisual. Um modelo de cooperação entre escola e município através da cultura, o conhecimento e a coesão social” com seis turmas deste agrupamento. Este projecto “Bordils-Moita” que envolve uma Câmara Municipal, um Agrupamento de Escolas e uma Associação Cultural em dois países, com um programa similar, tem como objectivo uma reflexão conjunta sobre o trabalho de iniciação ao cinema que está a ser realizado nas regiões envolvidas e a produção de materiais pedagógicos que irão dar conta do processo e dos resultados: um site, um livro, projecções-conversa e uma exposição com o que irá resultar do que for realizado nos dois países.

Entre 2012 e 2013 iniciou o programa “Olhar à Volta“, integrado no Projecto EMA (Estímulo à Melhoria das Aprendizagens) promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a Escola Secundária de Serpa. Este projecto pretende capacitar alunos e professores com novas formas de aquisição de conhecimento e competências através da arte cinematográfica. Inclui programas como O Primeiro Olhar, Filmar e A Escola no Cinema.

Organiza ciclos de cinema (projecção-conversa) como O Sabor do Cinema (desde 2002) em colaboração com a Fundação de Serralves (Porto) e “Os Cineastas e o Cinema” (desde 2010), em colaboração com a APR – Associação Portuguesa de Realizadores e o Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira  (Moita). Organiza frequentemente projecções e encontros em parceria com salas de cinema  e com instituições como a Cinemateca Portuguesa, o Cine-Teatro de Serpa, o Forum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira (Moita), etc.

Iniciou en Fevereiro de 2013 “A Escola no Cinema“, programa que privilegia o contacto com as obras cinematográficas em grande écran e em sala escura que será desenvolvido paralelamente e em sintonia com as oficinas práticas que esta associação está a levar a cabo, numa primeira fase, mas poderão abranger um maior número de turmas e de professores.

Através deste programa os alunos vão descobrindo o património cinematográfico do seu país e do mundo, descobrindo e reflectindo no contacto com as obras cinematográficas sobre as coisas da vida, e do mundo dos adultos. Vão enfim, “crescer com o cinema”, formando e desenvolvendo a pouco e pouco o seu gosto pessoal.

Tem participado em Encontros, Seminários e Colóquios de reflexão sobre a educação á Imagem em Movimento, em colaboração com entidades como a Cinemateca Portuguesa, Cinemateca Francesa, Fundação Calouste Gulbenkian, Doc’s Kingdom, Panorama (Encontros de Cinema Documental), Fundação Lucinda Atalaia, Câmara Municipal da Moita (Escola.Arte.Cultura. Perspectivas e Dinâmicas), Institut des Hautes Études des Communications e Cinemateca de Bruxelas (Bélgica), Escola Carlitos e Cinemateca Brasileira (S. Paulo), Universidade de Lille (França), etc.

Para a realização das suas oficinas e actividades conta com o apoio financeiro desde 2001 do ICA através do Programa VER e de entidades parceiras, como a Cinemateca Francesa, o Instituto Camões, a Cãmara Municipal da Moita,  a Cãmara Municipal de Serpa,  a Cãmara Municipal de Lisboa e outras entidades locais assim como da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação de Serralves, de Comenius Regio, do Institut Français du Portugal, etc.

Em 2014, os dois dispositivos pedagógicos Cinema, cem anos de juventude e O Primeiro Olhar em desenvolvimento nas regiões de Lisboa, Moita e Serpa, integram o mais recente projecto desta associação “O Mundo á Nossa Volta” apoiado pelo Programa PARTIS / Práticas Artísticas para a Inclusão Social, um programa promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian.