Out 112014
 

O trabalho de Os Filhos de Lumière, realizado em Serpa, em destaque no Diário do Alentejo.

(…) Para regressar ao olhar original, limpo e puro, nada melhor do que colocar-‑se atrás de uma câmara e ser desafiado a pensar, a experimentar, a exprimir, sem medo do erro. É esta a filosofia da associação cultural Os Filhos de Lumière, que há 10 anos trabalha com crianças e jovens do concelho de Serpa, através de oficinas de cinema. Exercícios que dão filmes, como os que vimos há uma semana [no Cineteatro Municipal de de Serpa]. “O mundo à nossa volta” olhado como se fosse a primeira vez.  (…)

“Se a teoria é rapidamente esquecida, o gesto e a experiência artística ficam no corpo, na memória, no olhar”. O lema da associação cultural Os Filhos de Lumière (…) exprime, mais do que a filosofia do projeto, uma constatação que parece óbvia após 14 anos de trabalho com crianças e jovens, 10 deles com a comunidade escolar de Serpa (…) cujos resultados mais recentes foram agora apresentados em sessão pública. (…)
Da parte do executivo serpense há hoje a convicção de que se trata de “uma aposta ganha”. Quem o diz é a vereadora da Cultura, Isabel Estevens, que não faltou à estreia dos aprendizes de cineastas. “As evidências no terreno levaram-nos, a partir de 2010, a alargar este projeto às crianças de todo o concelho” [há um clube de cinema também em Vila Nova de São Bento]”, diz, sublinhando que entretanto se avançou para outro patamar – “o do envolvimento dos próprios pais e da comunidade educativa”. (…). 
Entretanto, a partir de 2007, a associação começou também a trabalhar com crianças e jovens da Moita e de Lisboa, tendo conquistado, a partir deste ano, para o projeto “O mundo à nossa volta” (oficinas “Cinema, cem anos de juventude” e “O primeiro olhar”) o apoio do programa Partis, da Fundação Calouste Gulbenkian

Carla Ferreira
10 de Outubro de 2014