Se a teoria é rapidamente esquecida,
o gesto e a experiência artística
ficam no corpo, na memória, no olhar.

Jan 152011
 







Colóquio co-organizado pela Cinemateca Portuguesa e Os Filhos de Lumière na Cinemateca Portuguesa, quarta-feira 19 de Janeiro às 18.00 com a participação de Guilherme de Oliveira Martins, Teresa Garcia, Regina Guimarães, Pierre-Marie Goulet, Luís Miguel Oliveira, José Manuel Costa (moderador)

Para além dos desafios actuais da formação de profissionais de cinema, a iniciação ao cinema, ou a formação pelo cinema – entendida como uma das áreas fundamentais do campo mais lato da educação pela arte – ocupa hoje, e deverá ocupar cada vez mais, um lugar central na missão de muitos organismos culturais e educativos.
Pelo que o cinema representa no imaginário do nosso tempo, pelo lugar das imagens em movimento no mundo contemporâneo - das salas de cinema às salas de aula, passando pela internet - a iniciação a esse universo por parte das camadas etárias mais jovens converteu-se numa área insubstituível de formação, e de formação que exige estratégia e meios próprios. De facto, seria um erro profundo acreditar que uma tal formação é automática só porque as imagens em movimento inundam o quotidiano de uma criança destes primeiros anos do século XXI.

Uma parte importante do futuro das cinematecas passa por esta nova função. A Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, nomeadamente através da actividade da Cinemateca Júnior, tem já alguma história e alguma experiência nesta área. É uma função que tem sido levada a cabo em diálogo com, entre outras entidades, a associação cultural “Os Filhos de Lumière”, que por sua vez – e em parte como elo de uma experiência internacional mais vasta conduzida a partir da Cinemateca Francesa – tem sido responsável por alguns projectos fundamentais em curso nesta área no nosso país.

Neste colóquio co-organizado pelas duas entidades pretendemos contribuir para uma melhor percepção de toda esta problemática, reflectir sobre a sua natureza específica e abordar alguns dos seus maiores desafios.
Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
Os Filhos de Lumière – Associação Cultural