Se a teoria é rapidamente esquecida,
o gesto e a experiência artística
ficam no corpo, na memória, no olhar.

 

Fevereiro 2013 – Janeiro 2016

Fev
17
Dom
2013
O SABOR DO CINEMA – MOMENTO XXIII – 17 de Fevereiro @ Fundação de Serralves
Fev 17 @ 16:00 – 18:00
Sayat_Nova17 de Fevereiro de 2013:
Romance de Vila do Conde, de Manoel de Oliveira
O Poeta Louco, O Vitral e a Santa Morte, de Manoel de Oliveira
Fev
20
Qua
2013
ESCOLA NO CINEMA (1) OHAYO Bom Dia de Yasujiro Ozu @ Cinemateca Portuguesa
Fev 20 @ 11:00 – 13:00

Oyaho004Ohayo, Bom Dia, de Yasujiro Ozu, foi a obra escolhida para dar início ao programa piloto de Os Filhos de Lumière  “Escola no Cinema”, que conta já com o apoio da Cinemateca para uma primeira projecção do filme, numa sessão reservada aos alunos das escolas envolvidas no projecto.

Mar
3
Dom
2013
O SABOR DO CINEMA – MOMENTO XXIII @ Fundação de Serralves
Mar 3 @ 16:00 – 18:00

Quei_loro_incontri0203 de Março de 2013:

Aurélia Steiner / Melbourne, de Marguerite Duras
Mar
17
Dom
2013
O SABOR DO CINEMA – MOMENTO XXIII @ Fundação de Serralves
Mar 17 @ 16:00 – 18:30
Apunti_Pasolini17 de Março de 2013:
A Imitação, de Saguenail
Abr
7
Dom
2013
O SABOR DO CINEMA – MOMENTO XXIII – 7 de Abril @ Fundação de Serralves
Abr 7 @ 16:00 – 18:00
mon cas7773BLG207 de Abril de 2013:
O Meu Caso, de Manoel de Oliveira
Abr
21
Dom
2013
O SABOR DO CINEMA – MOMENTO XXIII – 21 de Abril @ Fundação de Serralves
Abr 21 @ 16:00 – 18:00
ailhadosamores_1b21 de Abril de 2013:
Out
31
Qui
2013
ESCOLA NO CINEMA (2): ANIKI BÓBÓ @ Cineteatro Municipa de Serpa
Out 31 @ 14:30 – 16:30

aniki bóbó2BLG2

 

A Associação Os Filhos de Lumière desenvolve, actualmente, através do Programa Estímulo à Melhoria das Aprendizagens da Fundação Calouste Gulbenkian, um projecto com a Escola Secundária de Serpa. No âmbito desta iniciativa, alunos e professores participaram em oficinas formativas, “Olhar à Volta” e “Filmar“, assim como no programa piloto “A Escola no Cinema“, que consiste em projecções acompanhadas de apresentação de pistas a desenvolver na sala de aula.

 O envolvimento da Cinemateca Portuguesa foi inestimável para o começo desta faceta do programa, através da projecção do filme “Bom Dia”, de Yasujiro Ozu, no dia 20 de Fevereiro de 2013, oferecendo uma valiosa experiência de visionamento de um filme em sala de cinema aos participantes.

Neste início de ano lectivo, vamos apresentar o filme “Aniki Bóbó”, de Manoel de Oliveira, no CineTeatro Municipal de Serpa, no dia 31 de Outubro de 2013, para professores e alunos,.

Nov
3
Dom
2013
O SABOR DO CINEMA – MOMENTO XXIV – 03 de Novembro @ Fundação de Serralves
Nov 3 @ 16:00 – 18:00
recordacoesdacasaamarela_1b
BARRES, Luc Moullet, 14′, 1984, França, legendado em português
RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA, João César Monteiro, 122′, 1989, Portugal
O Sabor do Cinema – Momento XXIV – 3 de Novembro a 8 de Dezembro
Dizem que voa e abre todas as portas. Que cala a verdade mas fala todas as línguas. Que é o nervo da guerra embora não conheça dono. Que não tem cheiro e não faz a felicidade. Neste seu MOMENTO XXIVcrise oblige… – o Sabor do Cinema vai finalmente centrar-se sobre a esfera do dinheiro que incessantemente se cruza com a da arte dita sétima e industrial ao longo da história. Entre as mil e uma maneiras de escapar, no quotidiano, à ditadura da pasta (delicioso “Barres” de Luc Moullet) e a epopeia da ganância na pátria do capital (genial “Greed” de Eric von Stroheim). Entre o fascínio erótico do «vil metal» (tumultuoso “Rio do Ouro” de Paulo Rocha) e o reconhecimento do reino da imoralidade que o poder do graveto impõe (“L’Argent” de Robert Bresson, com todo o rigor a que o seu autor nos habituou). Entre o engenho lúcido e louco que a pelintrice engendra (os semi-auto-biográficos “Sapatos de Defunto” e o alter-self-portrait-em-cena de “As Recordações da Casa Amarela“, ambos assinados por João César Monteiro) e o jogo de máscaras que a aura do guito implacavelmente encena (The Idle Class” do corrosivo Charles Chaplin)
Nov
24
Dom
2013
O SABOR DO CINEMA – MOMENTO XXIV – 24 de Novembro @ Fundação de Serralves
Nov 24 @ 16:00 – 18:00

argent

– THE IDLE CLASS (Charlot, amador de golfe) Charles Chapl, 32′, 1921, EUA,

– L’ARGENT (O Dinheiro) Robert Bresson, 85′, 1983, França, legendado em português

O Sabor do Cinema – Momento XXIV – 3 de Novembro a 8 de Dezembro
Dizem que voa e abre todas as portas. Que cala a verdade mas fala todas as línguas. Que é o nervo da guerra embora não conheça dono. Que não tem cheiro e não faz a felicidade. Neste seu MOMENTO XXIV – crise oblige… – o Sabor do Cinema vai finalmente centrar-se sobre a esfera do dinheiro que incessantemente se cruza com a da arte dita sétima e industrial ao longo da história. Entre as mil e uma maneiras de escapar, no quotidiano, à ditadura da pasta (delicioso “Barres” de Luc Moullet) e a epopeia da ganância na pátria do capital (genial “Greed” de Eric von Stroheim). Entre o fascínio erótico do «vil metal» (tumultuoso “Rio do Ouro” de Paulo Rocha) e o reconhecimento do reino da imoralidade que o poder do graveto impõe (“L’Argent” de Robert Bresson, com todo o rigor a que o seu autor nos habituou). Entre o engenho lúcido e louco que a pelintrice engendra (os semi-auto-biográficos “Sapatos de Defunto” e o alter-self-portrait-em-cena de “As Recordações da Casa Amarela“, ambos assinados por João César Monteiro) e o jogo de máscaras que a aura do guito implacavelmente encena (The Idle Class” do corrosivo Charles Chaplin)
Dez
1
Dom
2013
O SABOR DO CINEMA – MOMENTO XXIV – 01 de Dezembro @ Fundação de Serralves
Dez 1 @ 16:00 – 18:00

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– QUEM ESPERA POR SAPATOS DE DEFUNTO MORRE DESCALÇO, João César Monteiro, 33′, 1971, Portugal

O RIO DO OURO, Paulo Rocha, 103′, 1999, Portugal

O Sabor do Cinema – Momento XXIV – 3 de Novembro a 8 de Dezembro
Dizem que voa e abre todas as portas. Que cala a verdade mas fala todas as línguas. Que é o nervo da guerra embora não conheça dono. Que não tem cheiro e não faz a felicidade. Neste seu MOMENTO XXIV – crise oblige… – o Sabor do Cinema vai finalmente centrar-se sobre a esfera do dinheiro que incessantemente se cruza com a da arte dita sétima e industrial ao longo da história. Entre as mil e uma maneiras de escapar, no quotidiano, à ditadura da pasta (delicioso “Barres” de Luc Moullet) e a epopeia da ganância na pátria do capital (genial “Greed” de Eric von Stroheim). Entre o fascínio erótico do «vil metal» (tumultuoso “Rio do Ouro” de Paulo Rocha) e o reconhecimento do reino da imoralidade que o poder do graveto impõe (“L’Argent” de Robert Bresson, com todo o rigor a que o seu autor nos habituou). Entre o engenho lúcido e louco que a pelintrice engendra (os semi-auto-biográficos “Sapatos de Defunto” e o alter-self-portrait-em-cena de “As Recordações da Casa Amarela“, ambos assinados por João César Monteiro) e o jogo de máscaras que a aura do guito implacavelmente encena (The Idle Class” do corrosivo Charles Chaplin)
Dez
8
Dom
2013
O SABOR DO CINEMA – MOMENTO XXIV – 08 de Dezembro @ Fundação de Serralves
Dez 8 @ 16:00 – 18:00

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– GREED (Aves de Rapina), Eric von Stroheim, 140′, 1924, EUA, legendado em português

O Sabor do Cinema – Momento XXIV – 3 de Novembro a 8 de Dezembro
Dizem que voa e abre todas as portas. Que cala a verdade mas fala todas as línguas. Que é o nervo da guerra embora não conheça dono. Que não tem cheiro e não faz a felicidade. Neste seu MOMENTO XXIV – crise oblige… – o Sabor do Cinema vai finalmente centrar-se sobre a esfera do dinheiro que incessantemente se cruza com a da arte dita sétima e industrial ao longo da história. Entre as mil e uma maneiras de escapar, no quotidiano, à ditadura da pasta (delicioso “Barres” de Luc Moullet) e a epopeia da ganância na pátria do capital (genial “Greed” de Eric von Stroheim). Entre o fascínio erótico do «vil metal» (tumultuoso “Rio do Ouro” de Paulo Rocha) e o reconhecimento do reino da imoralidade que o poder do graveto impõe (“L’Argent” de Robert Bresson, com todo o rigor a que o seu autor nos habituou). Entre o engenho lúcido e louco que a pelintrice engendra (os semi-auto-biográficos “Sapatos de Defunto” e o alter-self-portrait-em-cena de “As Recordações da Casa Amarela“, ambos assinados por João César Monteiro) e o jogo de máscaras que a aura do guito implacavelmente encena (The Idle Class” do corrosivo Charles Chaplin)
Fev
13
Qui
2014
ESCOLA NO CINEMA (3) AS DONZELAS DE ROCHEFORT de Jaques Demy @ Cineteatro Municipal de Serpa
Fev 13 @ 14:30 – 17:00

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A Associação Os Filhos de Lumière desenvolve, actualmente, através do Programa Estímulo à Melhoria das Aprendizagens da Fundação Calouste Gulbenkian, um projecto com a Escola Secundária de Serpa. No âmbito desta iniciativa, alunos e professores participaram em oficinas formativas, “Olhar à Volta” e “Filmar“, assim como no programa piloto “A Escola no Cinema“, que consiste em projecções acompanhadas de apresentação de pistas a desenvolver na sala de aula.

 O envolvimento da Cinemateca Portuguesa foi inestimável para o começo desta faceta do programa, através da projecção do filme “Bom Dia”, de Yasujiro Ozu, no dia 20 de Fevereiro de 2013, oferecendo uma valiosa experiência de visionamento de um filme em sala de cinema aos participantes.

Neste início de ano lectivo, vamos apresentar o filme “As Donzelas de Rochefort ”, de Jacques Demy, no CineTeatro Municipal de Serpa, no dia 14 de Fevereiro de 2014, para professores e alunos.

Abr
3
Qui
2014
Seminário Projecto EMA “Do Cinema” : Olhar à Volta @ Cineteatro Municipal de Serpa
Abr 3 @ 09:45 – 17:45
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Seminário de conclusão do projecto EMA (Estimulo à Melhoria das Aprendizagens), projecto realizado na Escola Secundária de Serpa em parceria com a Associação “Os Filhos de Lumière”, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
Desde o início do ano lectivo 2012-2013 decorre em Serpa a realização do programa “Olhar à Volta“.
O projecto Olhar à Volta consiste no desenvolvimento de competências dos alunos através do cinema e do vídeo, que resulte na melhoria do seu desempenho escolar. É um trabalho que está a ser desenvolvido com a Escola Secundária de Serpa no âmbito do Programa EMA (Estímulo à Melhoria das Aprendizagens). Pressupõe a realização de oficinas de iniciação ao cinema (O Primeiro Olhar) dirigidas a três turmas de diferentes anos do ensino básico (7º, 8º e 9º) ao longo de um ano lectivo e aos professores (Filmar) assim como apresentação de filmes em sala de cinema (Escola no Cinema)
09:45 – Sessão de abertura
10:00 – Apresentação Projeto EMA
10:15 – A experiência dos “Filhos de Lumièrè” (Esc. Sec. Serpa) por Teresa Garcia e José Lã Correia
10:30 – Pausa
11:00 – A Escola e o Cinema
11:20 – 100Cenas – E.Sec. Castro verde
11:50 – Testemunho Diogo Gouveia
12:10 – Testemunho Professores na Tela
12:30 – – Interação com público
13:15 – Almoço
14:30 – Visionamento de filmes de alunos e professores
Irresponsabilidade (O Primeiro Olhar)
O Ciclono (O Primeiro Olhar)
Uma Vida (O Primeiro Olhar)
Vergonha (Filmar)
A Alameda (Filmar)
(Des)Encontros (Filmar)
15:30 – Resultados Projeto EMA
16:00 – Encerramento
Jun
28
Sáb
2014
A NOSSA TERRA É UM MUNDO – Exposição (1)
Jun 28 @ 21:30 – Jul 5 @ 23:45

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As associações Os Filhos de Lumière e A Bao A Qu (na Catalunha), as Câmaras Municipais da Moita e de Bordils, o Agrupamento de Escolas de Alhos Vedros e a Escola de Bordils, juntaram-se no biénio 2012 – 2014 para a realização do projecto: Descobrindo e construindo o património local e europeu através da criação audiovisual, um modelo de cooperação entre o município e a cultura, o conhecimento e a coesão social” desenvolvido no âmbito do programa Comenius Régio.

Durante dois anos, alunos e professores da escola de Bordils e do Agrupamento de Escolas José Afonso na Moita exploraram o mundo que os rodeia através da fotografia e do cinema, apoiados por cineastas e profissionais de cinema. Observaram, investigaram, filmaram, seleccionaram, montaram e partilharam, dando a conhecer a sua região, cultura e língua, as semelhanças e diferenças, as tradições e memórias, em volta de temas comuns: os bosques e as estações do ano, os espaços vazios, as hortas, os retratos, os ofícios, de cada lugar…

Os alunos de Bordils deram a conhecer o seu trabalho e o trabalho dos alunos da Moita numa exposição que decorreu a 21 de junho em Bordils com a presença dos participantes de Bordils e de representantes dos três parceiros portugueses. No dia 28 de Junho as 21h30, será inaugurada uma exposição na Praça da República, em Alhos Vedros na Moita, que irá dar conta do trabalho realizado ao longo destes dois anos nas duas regiões com a presença dos parceiros espanhóis.

Em Portugal será lançado em breve “A Nossa Terra é um Mundo” um livro que reúne imagens e textos do trabalho desenvolvido durante os dois anos pelos alunos das escolas de ambos os países.

Jan
9
Sex
2015
O MUNDO À NOSSA VOLTA no Centenário do Lyceu Passos Manuel @ Escola Secundária Passos Manuel
Jan 9 @ 11:00 – 12:30

O Numero RecusadoBLG2

No âmbito da comemoração dos 100 anos do Lyceu Passos Manuel dois filmes realizados pelo alunos  dos Grupos de Cinema foram apresentados na Escola Secundária Passos Manuel, em Lisboa, no sábado 9 de Janeiro de 2015:
O Numero Recusado

realizado em 2014 no âmbito do programa O Mundo à Nossa Volta / Cinema, cem anos de juventude 2013-2014

Olhar Cruzados

realizado em 2013 no âmbito do programa Cinema, cem anos de juventude 2012-2013

Mai
15
Sex
2015
O MUNDO À NOSSA VOLTA – Cinema, cem anos de juventude – Escola E.B.2.3.Marquesa de Alorna – Filmes-ensaio @ Museu da República e da Resistência
Mai 15 @ 18:00 – 19:15
Os Irmãos 02-1
Apresentação dos filmes-ensaio realizados pelos alunos do Clube de Cinema da Escola E.B.2.3. Marquesa de Alorna no Museu da República e da Resistência, em Lisboa.
Este três filmes foram realizados no âmbito do programa pedagógico Cinema, cem ano de Juventude.
Cinema, cem anos de juventude 2011-2012 : A Parte do Real na Ficção
Cinema, cem anos de juventude 2012-2013 : Mettre en Scène
Out
29
Qui
2015
MOVING CINEMA no DocLisboa: Želimir Žilnik @ Cinemateca Portuguesa
Out 29 @ 15:30 – 18:00

Little_Pioneers

A associação Os Filhos de Lumière está a desenvolver o projecto Moving Cinema, em parceria com a associação “A Bao A Qu”, na Catalunha, “Meno Avilys”, na Lituânia, Centre for the Moving Image, na Escócia, a Cinemateca Francesa e a Cinemateca Portuguesa… Este projecto é apoiado pela Europa Criativa – Sub-Programa Média e tem como objectivo principal desenvolver a literacia cinematográfica junto das crianças e jovens.

Neste âmbito os jovens vão participar no dia 29 numa das sessões dedicadas por DocLisboa, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, à Želimir Žilnik  que irá estar presente e disponível para conversar com o público presente.

As primeiras curtas metragens de Želimir Žilnik são fundadoras do movimento de jovens cineastas Jugoslavos a quem foi dado o nome de Vaga Negra (Black Wave), no final da década de 1960. A esse nome de Vaga Negra, usado pelos seus detractores com uma irónica referência à Nova Vaga francesa, Žilnik responde com o Black Film (Filme Negro), de 1971. Os primeiros quatro filmes, realizados num tempo curto, traçam um retrato pouco abonatório do país, concentrando -se nos mais desfavorecidos, desempregados em The Unemployed, jovens sem rumo em Newsreel, crianças negligenciadas, já em ruptura com a sociedade, em Little Pioneers.

Em June Turmoil, as manifestações de descontentamento dos estudantes adquirem um cariz mais claramente político e crítico do regime Jugoslavo da época. Não obstante, em todos os filmes que aqui descobrimos, Žilnik recusa tratar aqueles que retrata como vítimas, e procura, pelo contrário, mostrar a sua força, a sua energia e a sua inexorável vitalidade. O último filme da sessão, porventura o mais polémico, será talvez aquele que também nos pode trazer mais facilmente a situações que bem conhecemos, como é o caso dos sem -abrigo. Aqui, mais ainda do que o drama dos próprios, a revolta de Žilnik, personagem e realizador, que recusa a inevitabilidade e a indiferença, marca o filme.

Filmes da sessão:

Žurnal o omladini na selu, zimi  (Reportagem na Cidade da Juventude, no Inverno)Ano:

1967 Duração:15’

O documentário foi rodado em aldeias, nos arredores de Novi Sad – Bukovac, Krčedin e Futog. A câmara centra-se nos jovens e no seu tempo livre em adegas, bailes, ruas da aldeia e bares. Os protagonistas são homens e mulheres jovens, espirituosos e enérgicos. Divertem-se, mas gostariam de estar noutro sítio qualquer.

Nezaposleni ljudi (O Desempregado)

Ano: 1968 Duração: 13’

O filme apresenta uma série de retratos e situações em que as pessoas se encontravam, após se tornarem redundantes, durante o período de reformas económicas que deveriam estabelecer uma economia de mercado na Jugoslávia. Em entrevistas, as pessoas expressam as suas dúvidas e confusão, pois esperavam que o socialismo lhes trouxesse mais segurança social.

Pioniri maleni mi smo vojska prava, svakog dana ničemo ko zelena trava (Pequenos Pioneiros)

Ano: 1968 Duração: 18’

Crianças socialmente negligenciadas, a tomarem conta de si mesmas, atrevem-se a roubar e a violar a lei. Discutem com pais, que não só não os compreendem, como também não nutrem sentimentos por eles. Em contraponto, vemos um programa de televisão onde o popular actor e apresentador Gula (Dragoljub Milosavljevic) se dirige a crianças felizes e despreocupadas.

Lipanjska Gibanja (Manifestações de Junho)

Ano: 1969 Duração: 10’

O filme documenta manifestações de estudantes, em Belgrado, em Junho de 1968. Žilnik imerge um actor profissional numa situação de vida real: Stevo Žigon declama, em frente a uma imensa multidão, o monólogo de Robespierre extraído de Dantons Tod (A Morte de Danton), de Büchner.

Žilnik passa de observador a participante activo da história, um realizador.

Crni film  (Filme Negro)

Ano: 1971 Duração: 14’

Uma noite, Žilnik apanha um grupo de sem-abrigo das ruas de Novi Sad e leva-os para casa. Enquanto eles se divertem, o realizador tenta “resolver o problema dos sem-abrigo”, levando com ele uma câmara de filmar como testemunha. Fala com assistentes sociais e pessoas comuns e até interpela polícias. Todos fecham os olhos perante o “problema”.

Out
30
Sex
2015
NOS CAMINHOS DA INFÂNCIA – Pensar em Educação com o Cinema (1) @ Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
Out 30 @ 21:00 – Out 31 @ 21:15

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Ciclo de Cinema programado pela Associação Os Filhos de Lumière nos dia 30 e 31 de Outubro e 6 e 7 de Novembro no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

30 OUT | SEXTA-FEIRA

21h00 | Sessão de cinema

Tadjrebeh  (A Experiência) de Abbas Kiarostami  – Irão /1973 / 60’

Zéro de Conduite (Zero em Comportamento) Jean Vigo – França / 1933 / 41’

Com a presença de Alain Bergala, Maria Luís Borges de Castro e José Manuel Costa

31 OUT | SÁBADO

10h30-12h30 | Mesa redonda com Alain Bergala, Maria Luís Borges de Castro e Marcos Uzal

15h00 | Sessão de cinema*

Com a presença de Marcos Uzal e Maria Luís Borges de Castro

My Childhood  (Minha Infância) de Bill Douglas – Reino Unido / 1972 / 48’

My Ain Folk (Minha Gente) de Bill Douglas – Reino Unido / 1973 / 55’

18h30 | Sessão de cinema

Com a presença de Marcos Uzal, Maria Luís Borges de Castro e Pedro Costa

My Way Home (O Meu Caminho para Casa) de Bill Douglas – Reino Unido / 1978 / 72’

Tarrafal (in O Estado do Mundo) de Pedro Costa – Portugal / 2012 / 18’

Todos os filmes serão legendados em português.Todas as conversas terão tradução simultânea para português.

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Para os cineastas que há 15 anos atrás fundaram a associação Os Filhos de Lumière – e se dedicam à sensibilização de crianças e jovens para o cinema como forma de olhar o mundo, de desenvolver um imaginário, de crescer, de viver com os outros -, a reflexão sobre as questões da educação tornou-se um elemento crucial da sua actividade.

O desafio que o Dr. Carmelo Rosa lançou para organizarmos um ciclo de cinema que servisse de mote para pensar a educação veio, assim, ao encontro de algo que está no centro das nossas interrogações.

Os filmes escolhidos para este programa não tocam forçosamente a escola (embora também o façam), mas sim a infância, o imaginário e as questões que cada realizador levanta sobre o que é crescer e aprender a viver no mundo.

Mas a confrontação essencial entre uma escola com um formato cada vez mais fechado e burocratizado e o mundo exterior (a vida), não pode deixar de ser um dos aspectos chave dessa reflexão.

Apesar de ser – como lembra o cineasta Víctor Erice – a mais secreta das linguagens artísticas e a menos compreendida, o Cinema é um meio fundamental para nos levar a pensar, mas também a sonhar e a imaginar outras formas de ver e de viver.

Os autores, cineastas e pedagogos presentes irão tecer uma multiplicidade de olhares singulares sobre estas questões, “dar a ver o outro lado das coisas”, uma das faces mais importantes do olhar cinematográfico.

A Fundação Lucinda Atalaia, que há muito reflecte sobre estas questões, participa em conjunto connosco nesta procura e neste olhar novo sobre a educação e sobre o cinema.

A Cinemateca Portuguesa, para quem a relação entre o cinema e a educação é uma questão crucial, é também um parceiro essencial na concretização deste programa.

Pensar em educação para pensar o cinema, ou vice-versa.

Teresa Garcia e Pierre-Marie Goulet (Associação Os Filhos de Lumière)

 

Arte, Ciência e Educação formam um triângulo que tende a ampliar-se e a desenvolver-se até atingir o círculo. Círculo de envolvimento numa dinâmica comum de saberes, de afectos, de partilha e descoberta. Várias gerações poderão encontrar-se para alcançar o bem estar, o entendimento e o progresso.

“(…) o cinema pode ser uma espécie de sonho, um sonho exterior (…)” como disse João dos Santos. O cinema, a sétima arte, tende para a vivência do sonho, desafio da realidade, em abordagens amplas e de pormenor, que nos permitem olhar o Outro e descobrirmo-nos através da objectiva que ele nos oferece.

Manuela Cruz e Paula Santos Lobo (Fundação Lucinda Atalaia/Jardim Infantil Pestalozzi)

Nov
28
Sáb
2015
O MUNDO À NOSSA VOLTA – O PRIMEIRO OLHAR 89 – Um Dia na Nossa Escola @ Faculdade de Psicologia - Instituto da Educação
Nov 28 @ 15:40 – 16:00

PRO89 Pestalozzi-10BLG2Apresentação de “Um Dia na Nossa Escola”(A escola aos nossos olhos) filme colectivo realizado durante O Primeiro Olhar 89 pelos alunos da turma de 4º ano do Jardim Infantil Pestalozzi, em Lisboa no âmbito de ” A Ciência e a Arte na Arte de Educar” , II Encontro da Fundação Lucinda Atalaya

Jan
27
Qua
2016
MOVING CINEMA: Le Havre de Aki Kaurismaki @ Cinemateca Portuguesa
Jan 27 @ 11:00 – 13:00

LE HAVRE Kaurismaki

Apresentação na sala Felix Ribeiro do filme “Le Havre” (2011), de Aki Kaurismaki. Sessão dedicada a todos os participantes nos projectos O Mundo à Nosa Volta (Cinema, cem anos de juventude e O Primeiro Olhar) e Moving Cinema.

“Le Havre” integra a selecção de filmes que serão apresentados nos outros países participantes no projecto Moving Cinema: Catalunha (Espanha), Lituânia, Escócia (Reino Unido), França e Portugal.

Os parceiros que integram o projecto Moving Cinema sãoA Bao A Qu (Catalunha/Espanha),  Os Filhos de Lumière(Portugal), Meno Avilys (Lituânia). A França (através da Cinemateca francesa) e  o Centre for the Moving Image (Escócia/Reino Unido)